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Serviços Paralisação

Motoristas e cobradores de ônibus paralisam atividades e Zona Leste de Teresina é afetada

Caso os trabalhadores não recebam o salário referente ao mês de maio nesta segunda-feira (7), uma nova paralisação está programada para esta terça (8).

08/06/2021 08h06
Por: Nunes
 Paralisação aconteceu na Praça da Bandeira, Centro de Teresina — Foto: Arquivo Pessoal Paralisação aconteceu na Praça da Bandeira, Centro de Teresina — Foto: Arquivo Pessoal
Paralisação aconteceu na Praça da Bandeira, Centro de Teresina — Foto: Arquivo Pessoal Paralisação aconteceu na Praça da Bandeira, Centro de Teresina — Foto: Arquivo Pessoal

Os motoristas e cobradores de ônibus da Viação Santana, do Consórcio Urbanus, que opera na Zona Leste de Teresina, realizaram uma paralisação na tarde desta segunda-feira (7) na praça da Bandeira, no Centro da capital. Segundo os trabalhadores, a empresa ainda não efetuou o pagamento do salário referente ao mês de maio, diferente das outras empresas que operam na cidade.

Procurada pelo G1, a Viação Santana não foi localizada para comentar sobre o assunto.

“Têm funcionários também que estavam de férias no mês passado e em abril, e ainda não receberam o pagamento. Alguns trabalhadores estão pela Medida Provisória do governo e receberam, enquanto os outros que estão trabalhando 100% pela empresa não ganharam nada”, disse um funcionário da Viação Santana, que preferiu não se identificar.

A paralisação aconteceu entre 16h30 e 18h. Caso a remuneração não seja paga ainda nesta segunda-feira, a categoria deve voltar a paralisar suas atividades nesta terça-feira (8).

 

Outras paralisações

Os motoristas e cobradores de ônibus de três, das seis empresas do Consórcio Theresina, realizaram na última segunda-feira (31) a sétima paralisação de 2021 por falta de pagamento dos salários atrasados desde janeiro deste ano. Com a paralisação, toda Zona Sudeste de Teresina ficou prejudicada. As três empresas seguem com os serviços paralisados.

 

CPI do transporte público

A Câmara Municipal de Teresina (CMT) instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar possíveis irregularidades no transporte público da capital. Os parlamentares têm 120 dias para apresentar relatório sobre a situação. O prazo pode ser estendido por mais 60 dias. Serão duas sessões semanais, às terças e quintas-feiras, no Plenarinho da CMT.

O requerimento para a instauração da CPI foi apresentado pelo vereador Edilberto Borges (PT), o Dudu. Motoristas, cobradores, empresários do setor de transporte público, gestores da Prefeitura de Teresina e demais envolvidos devem ser ouvidos durante a investigação.

 

"Falta boa vontade da prefeitura"

O presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Otávio Cunha, afirmou que ‘falta entendimento e boa vontade da Prefeitura de Teresina em buscar soluções para os problemas do transporte público'. A declaração foi dada durante entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (7).

"Cerca de 5% do orçamento do município dá pra bancar 50% dos custos do transporte público de Teresina, sendo que 2% banca 20%. Mas falta entendimento e boa vontade por parte da nova gestão da prefeitura sobre os problemas do transporte da cidade", disse o presidente da NTU, Otávio Cunha.

Procurada, Prefeitura de Teresina, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) e Secretaria Municipal de Finanças (Semf) não se posicionaram sobre o assunto.

Ainda na coletiva, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) tratou sobre o cenário nacional e local do transporte público e apresentou os principais problemas e possíveis soluções para o sistema.

 

 

G1

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