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Jurídico Cabo Claudemir

Marcado Júri de acusada de envolvimento na morte do cabo Claudemir

O julgamento será realizado no auditório do Fórum Desembargador Joaquim de Sousa Neto, 5º Andar.

10/09/2021 08h02 Atualizada há 2 semanas
Por: Nunes
FOTO: REPRODUÇÃO
FOTO: REPRODUÇÃO

Foi marcado para o dia 20 de setembro, às 8h30, o julgamento pelo Tribunal Popular do Júri de Thais Monait Neris de Oliveira, acusada de participação na morte do cabo da Polícia Militar do Piauí, Claudemir Sousa, assassinado no dia 06 de dezembro de 2016, na porta de uma academia na avenida principal do bairro Saci, zona sul de Teresina.

O julgamento será realizado no auditório do Fórum Desembargador Joaquim de Sousa Neto, 5º Andar, na 1ª Vara do Júri, no bairro Cabral, em Teresina, e será presidido pelo juiz Antônio Reis de Jesus Nollêto.

Thais será julgada pelo crime de homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima) e associação criminosa.

Segundo denúncia do Ministério Público, no dia do crime, Thais foi a olheira que deveria avisar aos executores do homicídio, o exato momento em que a vítima sairia da academia de ginástica onde estava em direção à motocicleta.

Até o momento, quase 5 anos depois do crime, nenhum dos envolvidos foi condenado.

 

Relembre o caso

O cabo Claudemir Sousa, lotado no Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar, foi morto com vários tiros, no dia 6 de dezembro de 2016, na porta de uma academia na avenida principal do bairro Saci, zona sul de Teresina. Uma câmera de segurança da academia flagrou o momento em que o policial foi surpreendido por um criminoso.

Horas após o assassinato, cinco pessoas foram presas acusadas de terem arquitetado e executado o crime, dentre essas, um funcionário da Infraero, que as primeiras investigações indicam que foi o mandante do assassinato, e também um taxista, que foi o responsável por agenciar quatro homens para matar o policial militar. Na tarde do mesmo dia foi preso Flávio Willames, que havia saído há dois meses do Complexo de Pedrinhas, em São Luís-MA.

Em janeiro, o promotor Régis de Moraes Marinho denunciou oito acusados da morte do policial: Maria Ocionira Barbosa de Sousa (ex-diretora administrativa do Hospital Areolino de Abreu), Leonardo Ferreira Lima (ex-funcionário da Infraero), Francisco Luan, Thaís Monait Neris de Oliveira, Igor Andrade Sousa, José Roberto Leal da Silva (taxista), Flávio Willame da Silva e Weslley Marlon Silva.

 

Morte de dois acusados

Igor Andrade Sousa, vulgo “Igor Gordão”, de 23 anos, acusado de envolvimento da morte do cabo Claudemir, morreu na noite de 6 de fevereiro de 2020 após sofrer complicações decorrentes de dois tiros, em agosto de 2019, no Parque Piauí.

Igor foi apontado como a pessoa que ficou responsável para ceder aos assassinos as armas de fogo e o carro, de modelo Fiat Uno Vivace 1.0, cor preta, ano 2012, chassi 9BD195152C0333041, de placa ODU-9144, que estava adulterada para a de número NIU-0454. O veículo estava licenciado no nome de Josefina Maria da Silva, mas era de propriedade de Cintya Maria Nunes de Santana, que foi vítima de Igor, no dia 28 de novembro de 2016, quando por volta das 19h40, o acusado, juntamente com dois comparsas, subtraiu o veículo dela, com o uso de arma de fogo. O assalto aconteceu na Rua Celso Pinheiro, próximo à Pizzaria D’Goes, situada no Bairro Cristo Rei (zona Sul).

Flávio Willame da Silva, de 33 anos, foi executado com dez disparos de arma de fogo, no dia 11 de dezembro de 2019, ao lado da Unidade Escolar Benjamin Batista, nas proximidades do Estádio Municipal Lindolfo Monteiro, no centro de Teresina.

Ele era acusado de ser autor dos disparos que culminou na morte do policial Claudemir.

 

 

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