Quinta, 21 de Outubro de 2021
26°

Muitas nuvens

Teresina - PI

Jurídico Arimatéia Azevedo

Advogado destaca falta de provas em prisão de Arimatéia Azevedo

O advogado de defesa de Arimatéia Azevedo, Paulo Germano Aragão, afirmou nesta quinta-feira (07) que no processo não há provas que liguem o jornalista ao suposto crime de extorsão contra um empresário do ramo de medicamentos.

08/10/2021 às 08h35
Por: Nunes
Compartilhe:
 Foto: Reprodução/AZ Foto: Reprodução/AZ
Foto: Reprodução/AZ Foto: Reprodução/AZ

O advogado de defesa de Arimatéia Azevedo, Paulo Germano Aragão, afirmou nesta quinta-feira (07) que no processo não há provas que liguem o jornalista ao suposto crime de extorsão contra um empresário do ramo de medicamentos. A defesa informou que um pedido de habeas corpus será apresentado ao poder judiciário para revogar a prisão preventiva.

Arimatéia e o advogado R.S. foram presos nesta manhã por suposto crime de extorsão. Os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Valdemir Ferreira Santos, coordenador da Central de Inquéritos de Teresina. Arimatéia Azevedo foi encaminhado para a penitenciária Irmão Guido, na BR 316. Ele ocupa uma sala de estado maior no presídio.

Em entrevista, Paulo Germano questionou a prisão de Arimatéia Azevedo e afirmou que o jornalista não tinha conhecimento da troca de mensagens entre o advogado R.S. e o empresário que teria sido vítima da suposta tentativa de extorsão.

“Não há dúvidas que Arimatéia Azevedo foi uma vítima neste processo. Esse advogado, que também foi preso, passava informações para o jornalista, como qualquer outra fonte faz. O Azevedo não tinha conhecimento que ele estava, caso se comprove, fazendo esse tipo de extorsão contra o empresário. Não existe nenhuma ligação, nada, que comprove esse suposto crime. Consideramos a prisão fora do normal e vamos recorrer”, relatou o advogado.

Paulo Germano questionou ainda o fato da prisão ter sido decretada sem Arimatéia ter sido ouvido durante as investigações.

“Cadê os direitos fundamentais que não foram respeitados? O jornalista tem 68 anos, acabou de passar por uma cirurgia cardíaca, e foi preso de uma maneira absurda. Usaram o nome dele, sem autorização e de má fé. Não há a menor prova que ligue, pedidos de extorsão, entre Arimatéia e R.S. Verificaram todas as mensagens e não têm nada que comprove”, disse.

O advogado de defesa reiterou ainda que o advogado R.S. fala em nome próprio. Germano destacou também que no inquérito, que está sob sigilo, o empresário, em nenhum momento, fala que Arimatéia está envolvido no suposto crime.

“É um absurdo jurídico uma prisão dessa. No estado democrático de direito, no momento que estamos vivendo, esse tipo de prisão é considerada absurda. É no mínimo, fora dos padrões normais”, finalizou Germano.

 

Processo não aponta ligação de Arimatéia Azevedo ao suposto crime

Nesta quinta-feira (07), em nota divulgada à imprensa, a assessoria jurídica de Arimatéia Azevedo destacou que não existem contatos, nenhuma ligação, ou mesmo qualquer recomendação ou palavra que permita unir o jornalista ao advogado que também foi preso. 

 

Veja abaixo a nota na íntegra:

O jornalista Arimatéia Azevedo foi surpreendido pela decretação de sua prisão preventiva na manhã de hoje (07), por fatos que desconhece, e principalmente sem nenhuma relação entre a suposta causa e o seu efeito.

Pelo que se depreende, do material levado ao juízo da Central de Inquéritos, Arimatéia teria publicado uma notícia no mês de maio, que seria objeto de suposta extorsão contra um empresário do ramo de medicamentos.

Entretanto, não existem contatos, nenhuma ligação, ou mesmo qualquer recomendação ou palavra que permita unir Arimatéia ao advogado que também foi preso. Não existe uma única passagem que faça aparecer Arimatéia como autor da tentativa do benefício indevido.

Resta ao advogado apontado no processo esclarecer se, em algum momento, ao repassar a notícia a Arimatéia, se assim aconteceu, afirmar ou negar se essa matéria teria sido encaminhada ao colunista do Portal AZ com o propósito de obter alguma vantagem, o que, se assim tiver acontecido, em nenhum momento terá sido a pedido, interesse ou motivação partida do jornalista Arimatéia Azevedo.

A própria investigação nada avança além desse ponto. O que comprova que a denúncia ou a matéria em si não pode ser o móvel do crime, porque, se assim o for, mais parece uma censura prévia à imprensa que denuncia ou questiona, o que passa bem longe de tentativas de práticas de ações não republicanas.

 

R10

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias