Quinta, 02 de Dezembro de 2021
33°

Muitas nuvens

Teresina - PI

Dólar
R$ 5,64
Euro
R$ 6,38
Peso Arg.
R$ 0,06
Educação Enem

TCU abre processo para investigar irregularidades no Enem e interferência no Inep

O órgão, vinculado ao MEC (Ministério da Educação), passa por uma crise na véspera da aplicação do Enem, que começa neste domingo (21).

20/11/2021 às 09h06
Por: Nunes
Compartilhe:
 Foto: Arquivo CV
Foto: Arquivo CV

O TCU (Tribunal de Contas da União) abriu um processo para investigar supostas irregularidades na organização do Enem em 2021; fragilidade técnica e administrativa na preparação das provas; e interferências na gestão do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pelo exame.

O órgão, vinculado ao MEC (Ministério da Educação), passa por uma crise na véspera da aplicação do Enem, que começa neste domingo (21).

Uma debandada de servidores esvaziou postos-chave do Inep. Eles apontam assédio moral por parte da presidência do órgão.

Além disso, há suspeitas de interferência direta do governo Jair Bolsonaro no conteúdo das provas. O presidente chegou a afirmar que, agora, as provas começam a ter a "cara do governo".

A tentativa de interferência ideológica envolve uma gestão feita pelo próprio chefe do Executivo.

Bolsonaro pediu ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, para que houvesse questões que tratassem o golpe militar de 1964 como uma revolução.

O presidente é um defensor da ditadura e já tentou reescrever a história em outros momentos. O golpe foi rememorado nos quartéis, em cerimônias oficiais, no primeiro ano do governo.

Segundo integrantes do governo, o pedido de Bolsonaro teria ocorrido no primeiro semestre do ano. O pleito não foi adiante porque os itens da prova passam por um longo processo de elaboração.

Na terça (16), a presidente do TCU, ministra Ana Arraes, recebeu um grupo de deputados federais que apresentaram críticas à gestão do Inep. O presidente do Inep é Danilo Dupas Ribeiro.

As acusações feitas pelos parlamentares foram sistematizadas numa representação. No dia seguinte, o TCU abriu o processo, como faz em procedimentos do tipo.

Desde o início deste governo há pressão para que a prova elimine temas que Bolsonaro e apoiadores conservadores entendem como inadequados –ditadura, questões de gênero e racismo, entre eles.

A pressão ganhou proporções inéditas na gestão de Dupas Ribeiro à frente do Inep e de Milton Ribeiro no MEC. Ambos reforçaram recados e pressões: questões entendidas como subjetivas teriam de ser suprimidas.

Ao todo, 37 servidores do Inep entregaram cargos de chefia, diante da "fragilidade técnica e administrativa da atual gestão".

O MEC afirma que as saídas não têm relação com problemas na execução do Enem, mas com mudanças em pagamentos de gratificações, o que os servidores negam.

 

Fonte:Folhapress

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Teresina - PI Atualizado às 12h43 - Fonte: ClimaTempo
33°
Muitas nuvens

Mín. 25° Máx. 35°

Sex 33°C 24°C
Sáb 35°C 23°C
Dom 35°C 24°C
Seg 36°C 24°C
Ter 37°C 25°C
Horóscopo
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Libra
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes
Ele1 - Criar site de notícias