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Geral Cuidado

Dermatologista dá dicas para evitar queimaduras de potós

Trocar lâmpadas brancas por amarelas e sacudir lençóis ajudam a evitar a presença do inseto.

24/06/2020 14h14
Por: Redação R10
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Pequenos, mas que provocam grandes lesões no corpo humano, os potós têm surgido com frequência na época mais quente do ano. Com o fim do período chuvoso, esses insetos reaparecem nas residências e causam preocupação para as pessoas, pois são capazes de causar queimaduras de até 2º grau, através da liberação de uma secreção ácida.

Se identificada uma mancha avermelhada na pele, pode significar que o potó liberou a substância naquele local, portanto não se deve colocar nada sobre a lesão. A médica da Dmi, pós-graduada em dermatologia, Flávia Torres Beltrão, informa que algumas atitudes podem ser tomadas para evitar queimaduras por esse inseto.

"As primeiras medidas devem ser tomadas em casa, como trocar lâmpadas de luz branca por luz amarela, pois repele insetos. Antes de dormir, sacudir as roupas de cama e procurar no recinto a presença do agente. Fechar as janelas e portas dos quartos horas antes de dormir e deixar a luz apagada durante a noite", explica.

O potó (Paederus irritans) é um inseto bem pequeno, de corpo alongado com cauda vermelha e preta. Por serem atraídos pelo calor, normalmente, procuram dobras do nosso corpo como no pescoço, junções dos braços e das pernas. Pelo calor, eles podem também serem vistos próximos a lâmpadas elétricas em busca de um local quentinho.

Quando o indivíduo perceber que pode ter sido atingido pela secreção do inseto, deve lavar a região com água e sabonete. "Uma vez que os sintomas de queimadura já apareceram, a pessoa deve procurar uma avaliação médica para saber como proceder. Mas, jamais pode utilizar "remédios caseiros", como pasta de dente, manteiga ou outros produtos que encontre em casa, pois pode ocorrer uma reação irritativa (dermatite de contato) no local e o estrago ser ainda maior", ressalta a médica.

As lesões de queimadura por potó podem variar de intensidade dependendo da quantidade de secreção liberada pelo inseto, do local do corpo atingido e da sensibilidade individual de cada pessoa. Flávia Beltrão explica ainda se é recomendável o uso de repelente como proteção do corpo contra o potó. "Não é a melhor alternativa, uma vez que o inseto não vai atrás do ser humano para se alimentar, como acontece com uma muriçoca que quer sugar sangue. Simplesmente, o inseto libera uma substância como defesa ao perceber que vai ser esmagado", conclui a especialista.

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