Quinta, 02 de Julho de 2020 09:51
(86) 99527 0737
Geral Cessar-fogo

O mundo pede trégua

Paz

26/06/2020 08h36
Por: Camila Nery
Foto: reprodução
Foto: reprodução

Em meio ao caos e a insegurança que marcam o ano de 2020, 170 nações confirmaram junto a ONU o desejo de silenciar armas e garantir a união global para enfrentamento da pandemia do COVID-19.

A esmagadora maioria dos membros que compõem a ONU apoia o chamado global de cessar-fogo, feito pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, ainda quando a pandemia estava em sua fase inicial.

O apoio mundial foi publicado dia 23 de junho, demonstrando profunda preocupação com as regiões do mundo que além de enfrentar a pandemia, enfrentam confrontos bélicos, reforçando o assombroso impacto desse comportamento nas populações mais vulneráveis do mundo, especialmente mulheres, crianças, pessoas com deficiência, os marginalizados e os deslocados.

Nas palavras do secretário-geral da ONU, “a fúria do vírus põe em evidência a loucura da guerra, de uma forma muito clara. É, por isso, que hoje, apelo a um cessar-fogo mundial e imediato, em todas as regiões do mundo. É tempo de acabar com os conflitos armados e de, em conjunto, focarmo-nos na verdadeira batalha das nossas vidas”.

O secretário e o mundo pedem trégua. Não suportamos mais as baixas, as dores, as misérias, as inseguranças. “Silenciem as armas, parem a artilharia, acabem com os ataques aéreos.” É o pedido do secretário, É o pedido do mundo. Os países signatários, incluindo o Brasil, destacaram que são necessárias ações diplomáticas e esforços coletivos na luta comum contra a COVID-19 e reafirmaram a importância da “unidade global e solidariedade no enfrentamento desse flagelo”.

Os Estados signatários cientes de que os três principais pilares da ONU - paz e segurança, desenvolvimento e direitos humanos - encontram-se já fragilizados pelo contexto da pandemia, reforçaram a necessidade urgente do multilateralismo, do Estado de Direitos, da diplomacia e da negociação como pedras fundamentais na promoção a acordos pacíficos de solução de conflitos.

A guerra é contra o vírus, a luta é a favor da paz.

Lista completa de signatários que corroboram o apelo global de cessar-fogo do chefe da ONU: Afeganistão, Albânia, Argélia, Andorra, Angola, Antígua e Barbuda, Argentina, Armênia, Austrália, Áustria, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Barbados, Bielorrússia, Bélgica, Belize, Benin, Butão, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Botsuana, Brasil, Brunei Darussalam, Bulgária, Burkina Faso, Burundi, Cabo Verde, Camboja, Canadá, República Centro-Africana, Chile, China, Colômbia, Comores, Costa Rica, Costa do Marfim, Croácia, Chipre, República Tcheca, Dinamarca, Djibuti, Dominica, República Dominicana, Equador, Egito, El Salvador, Guiné Equatorial, Eritreia, Estônia, Etiópia, Fiji, Finlândia, França, Gâmbia, Geórgia, Alemanha, Gana, Grécia, Granada, Guatemala, Guiné, Guiana, Guiana, Haiti, Honduras, Hungria , Islândia, Indonésia, Iraque, Irlanda, Itália, Jamaica, Japão, Jordânia, Cazaquistão, Quênia, Coréia, Laos, Letônia, Líbano, Lesoto, Libéria, Líbia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Madagascar, Malawi, Malásia, Maldivas, Mali , Malta, Ilhas Marshall, Macedônia, Mauritânia, Maurício, México, Micronésia, Moldávia, Mônaco, Mongólia, Montenegro, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Nepal, Holanda, Nova Zelândia, Níger, Nigéria, Noruega, Omã, Palau, Palestina, Panamá, Paraguai, Peru, Filipinas, Polônia, Portugal, Catar, Romênia , Ruanda, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Samoa, São Marinho, São Tomé e Príncipe, Arábia Saudita, Senegal, Sérvia, Seychelles, Serra Leoa, Suazilândia, Cingapura, Eslováquia, Eslovênia, África do Sul, Sudão do Sul , Espanha, Sri Lanka, Sudão, Suriname, Suécia, Suíça, Tajiquistão, Tanzânia, Tailândia, Timor-Leste, Togo, Tonga, Trinidad e Tobago, Tunísia, Turquia, Turquemenistão, Tuvalu, Uganda, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido , Uruguai, Uzbequistão, Vanuatu, Venezuela, Vietnã, Iêmen, Zâmbia, Zimbábue e União Europeia.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Direitos Humanos em debate
Sobre Direitos Humanos em debate
Advogada Camila Nery cria neste espaço um dialogo com a comunidade sobre direitos humanos fundamentais, com o propósito de ampliar o conhecimento para afastar discursos rasos e banais, construindo uma rede de saberes e valores.
Ele1 - Criar site de notícias