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Policial FACÇÃO

Facção é gargalo na segurança do país e depende de solução nacional, diz delegado

"ninguém chegou a uma solução".

17/10/2020 12h26
Por: Redacao Fonte: Cidade verde
Foto: reprodução/ divulgação
Foto: reprodução/ divulgação

O delegado Carlos Cesar Camelo, que coordena a diretoria de inteligência da Secretaria de Segurança do Piauí, afirma que a atuação das facções criminosas no Brasil é o gargalo dos problemas da Segurança Pública no país e que até hoje, diante de uma realidade tão antiga, "ninguém chegou a uma solução". 

Nesta sexta-feira (16), a Operação Contraordem prendeu 23 pessoas envolvidas com uma facção criminosa.  Dos alvos, nove já estavam no sistema prisional do Piauí. Alguns dos investigados são responsáveis por ordenar o "Tribunal do Crime", que já resultou em execuções com decapitações em Teresina. 

"Eles são integrantes de facção, que não é facção piauiense. É uma facção originária em São Paulo que hoje em dia está presente em todos os estados do país. Nessa investigação em específico, conduzida pelo Greco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado) com o apoio da Diretoria de Inteligência, foi constado (no Piauí) esse grupo mais próximo, que com certeza (os membros) são integrantes dessa facção a nível nacional".

Para Camelo, é necessário ações e operações nacionais para controlar a atuação das facções nos estados por se tratar de um "grande problema nacional".

"Nós temos feito o nosso papel. Vamos esperar que o Governo Brasileiro como um todo reaja a isso porque a gente, infelizmente, fica dependendo de uma solução nacional para esse problema. Hoje em dia é o gargalo do problema na segurança pública brasileiro. Ninguém ainda chegou a uma solução para isso". 

O delegado acrescenta que o estado do Piauí tem feito a sua parte, com o monitoramento constante  dos membros e suspeitos de participar das facções criminosas a nível nacional, além de contar com a ajuda do Greco e da Secretaria de Justiça.  

"A (diretoria de) Inteligência vê isso como uma questão prioritária na questão da segurança pública do estado. O secretário de Segurança, o delegado geral e o comando geral da PM estão cientes disso". 

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