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Vacina de Oxford contra Covid-19 induz resposta imunológica em idosos

Resultados da fase 2 do estudo foram publicado pela revista científica The Lancet nessa quinta (18/11). Dados da fase 3 saem até o Natal

19/11/2020 11h40
Por: Lucyanna Kayla
Foto: reprodução/ divulgação
Foto: reprodução/ divulgação

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca demonstrou segurança e uma forte resposta imunológica em adultos de todas as idades, incluindo idosos com mais de 70 anos, segundo publicação dessa quarta-feira (18/11) da revista científica The Lancet, uma das mais prestigiadas.

Os resultados são da segunda fase do estudo clínico, conduzido na Inglaterra, com 560 pessoas saudáveis divididos em três grupos: 160 com idade entre 18 e 55 anos; 160 com 56 a 69 anos; e 240 com 70 anos ou mais – este último considerado grupo de alto risco para o novo coronavírus.

“Esses achados são encorajadores porque os indivíduos mais velhos correm um risco desproporcional de Covid-19 grave e, portanto, qualquer vacina adotada para uso contra a Sars-CoV-2 deve ser eficaz em adultos mais velhos”, escreveram os cientistas.

Os pesquisadores dividiram os voluntários em grupos que receberam uma ou duas doses do imunizante em um intervalo de 28 dias. No estudo do tipo estudo duplo-cego, parte dos participantes recebeu a vacina batizada de ChAdOx1 nCoV-19, e os outros um placebo no chamado grupo controle.

Imunização semelhante

A imugenidade foi semelhante entre os voluntários de todas as idades. Os anticorpos neutralizantes ao novo coronavírus foram encontrados em 99% dos participantes em até 28 dias após a segunda dose.

Além disso, o estudo mostrou um pico na quantidade de células T – tipo de linfócitos encontrados no sangue que age diretamente nas células infectadas pelo novo coronavírus para impedir que ele se espalhe entre as células saudáveis – no 14º dia após a aplicação da primeira dose.

A maioria dos eventos adversos relatados foram de gravidade leve a moderada, mais frequente entre os jovens do que nos voluntários de mais idade. Os efeitos colaterais mais comuns foram dor e sensibilidade no local da injeção nas primeiras 48 horas após a vacinação, além de fadiga, dor de cabeça, febre e dor muscular.

A vacina de Oxford é uma das com estudos mais avançados no mundo. A terceira fase da pesquisa está em curso, com voluntários no Reino Unido, nos EUA, na Índia, no Brasil e na África do Sul. A expectativa das fabricantes é de que os resultados preliminares da última etapa do estudo saiam até o Natal.

 

 

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