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Brasil CRONOGRAMA

Governadores acionam Butantan e Fiocruz após "quebra" de cronograma por Ministério

O Fórum dos Governadores do Brasil enviou ofícios ao Instituto Butantan e a Fiocruz cobrando o cronograma detalhado acerca do recebimento de insumos (IFAs) e entrega das vacinas adquiridas no exterior e produzidas pelas duas instituições.

20/02/2021 12h05
Por: Lucyanna Kayla
FOTO: REPRODUÇÃO
FOTO: REPRODUÇÃO

O Fórum dos Governadores do Brasil enviou ofícios ao Instituto Butantan e a Fiocruz cobrando o cronograma detalhado acerca do recebimento de insumos (IFAs) e entrega das vacinas adquiridas no exterior e produzidas pelas duas instituições. As informações foram solicitadas após o Ministério da Saúde mudar o cronograma apresentado na quarta-feira (17) aos estados. Para o governador Wellington Dias, coordenador da temática Estratégia para vacina contra Covid-19 do Fórum Nacional de Governadores, a “quebra” do cronograma decepciona. 

“A quebra que tivemos no cronograma de vacinação causa uma decepção e uma insegurança também. Ainda ontem nós dialogamos pelo Fórum dos Governadores e, por vontade de uma ampla maioria, tomamos a decisão de buscar uma alternativa para compra de vacinas pelos estados. Acertamos com o ministro da Saúde de que essas vacinas que vamos comprar estarão dentro da regra do Plano Nacional da Imunização. O próprio ministro, como já havia dito na reunião, coloca que o ministério pode reembolsar os estados. Mas, independente disso, a nossa responsabilidade é de garantir vacina para que a gente possa imunizar mais cedo. A nossa meta é alcançar 25% da população até abril. É isso que vai reduzir hospitalização e óbitos”, disse o governador.

Em relação a Coronavac, por exemplo, o ministro Eduardo Pazuello havia anunciado no encontro com os governadores a entrega de 9,3 milhões de doses ainda em fevereiro. O total, porém, estava acima do que havia sido anunciado horas antes pelo Butantan. O instituto prevê entregar 426 mil doses por dia a partir do dia 23, o que corresponderia a 2,6 milhões de doses.

“Com a quebra do cronograma que o Ministro apresentou, agora estamos cobrando do ministro e do Butantan com a Sinovac e da Serum/Astrazeneca e Fiocruz  o que permanece do cronograma e o que foi alterado. O lado bom é que temos um cronograma oficial para as providências necessárias e fazer acontecer. Antes estava pior pois nem isto tínhamos.

 Hoje estamos formalizando para o Butatan e Fiocruz, pelo Fórum dos Governadores, pedido de apresentação do cronograma atualizado, sem isto é impossível planejamento e sem planejamento é risco de mais mortes”, alerta Wellington Dias.

“Reconhecemos que o Butantan tem tido importante destaque no suprimento de vacinas com entregas ao Ministério da Saúde e, para a responsabilidade que temos com a população brasileira, nós governadores precisamos ter o cronograma atualizado e detalhado para planejar vacinação em 5.600 municípios”, diz o governador.

Sobre a Fiocruz, o governador disse que a Fundação antecipou a chegada de doses do dia 25 de fevereiro para o dia 23.

“Com a Fiocruz uma notícia boa: os 2 milhões de doses da Serum previstas para quinta foram antecipadas para chegar ao Brasil na terça. Foi confirmado ainda a chegada de IFAs em dois lotes para dias 22/02 e 28/02 suficientes para garantir a entrega dos 12.900.000 previstos pela Fiocruz para março”, explica o governador.

Nos ofícios, os governadores argumentam que o objetivo é a manutenção da estratégia segundo as regras do Plano Nacional de Imunização (PNI), a fim de alcançar número suficiente de vacinas até o próximo mês de abril.

“Inclusive contando com variadas vacinas, suficientes para garantir ao menos a primeira dose a aproximadamente 25% da população brasileira, correspondente à Fase I de imunização, contemplando cerca de 50.000.000 de pessoas”, diz o documento.

Os estados pedem ainda que o Butantan e a Fiocruz viabilizem, caso seja possível, alternativas para a vacinação no País, obtendo mais doses de imunizantes além dos já contratados, com o propósito de antecipar, para data anterior a julho deste ano, a previsão de produção de IFAs no Brasil.

 

 

CIDADE VERDE

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