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Queiroga confirma ter vacinas para imunizar todos brasileiros em 2021

Ministro esteve em entrevista na OMS e disse que o Brasil tem vacinas no segundo semestre para imunizar toda população

01/05/2021 07h10
Por: Redacao Fonte: R7
Queiroga participou de entrevista na OMS - (Foto: Reprodução OMS - 30.4.2021)
Queiroga participou de entrevista na OMS - (Foto: Reprodução OMS - 30.4.2021)

Um dia após o Brasil ultrapassar as 400 mil mortes causadas pela covid-19, o ministro da saúde Marcelo Queiroga garantiu que até o fim do ano todos os brasileiros estarão vacinados contra a doença. O médico participou, na manhã desta sexta-feira (30), de entrevista coletiva organizada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). 

"Até segunda-feira vamos distribuir mais 16 milhões de doses, o que equivale a população de países como Portugal, Grécia. A nossa palavra em relação à imunização é de esperança. Temos doses suficientes para o 2º semestre e é possível se garantir que até o final de 2021 tenhamos nossa população inteiramente vacinada", afirmou o ministro.

Em sua posse, Queiroa

Além assegurar a imunização, Queiroga disse que o Brasil deve assinar novo contrato com a Pfizer e mantém conversas diretos com o consórcio Covax Facility para receber mais doses. 

"Estamos trabalhando para termos as doses do Covax facility o mais rápido possível no nosso país. Estamos na iminência de assinar um novo contrato com a Pfizer de mais 100 milhões de doses", revelou o ministro.

Os jornalistas perguntaram sobre o número de mortes atingido pelo Brasil, ontem, e a OMS confirmou que esses óbitos poderiam ter sido evitados com medidas restritivas e com o engajamento maior da população.

"Vemos com muita tristeza tudo o que está acontecendo no Brasil. É possível dizer que têm mortes evitáveis é extremamente importante reduzir a pressão do sistema de saúde com as medidas de saúde pública. Tem de reduzir a transmissão na comunidade com distanciamento físico, uso de máscara, higienização e diagnóstico precoce da covid. As mortes poderiam ser evitadas e poderão ser evitadas no futuro se conseguirmos reduzir a transmissão comunitária", ressaltou Mariângela Simão, médica brasileira que é diretora-geral-assistente da OMS. 

Liberação Sputnik

A briga entre a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e os russos do Instituto Gamaleya, responsável pela Sputnik V, também foi tema do encontro.

Marcelo Queiroga salientou que a agência brasileira é respeitada e o governo federal seguirá as decisões da Anvisa. "Anvisa é um órgão de Estado e tem autonomia para decidir. Além de ser uma agência reguladora reconhecida no mundo. O governo brasileiro, com o presidente Jair Bolsonaro, fez uma conferência com o presidente da Rússia Vladimir Putin e com a China e ficou acertado que, assim que a Anvisa liberar, a Sputnik V será incluída no PNI (Programa Nacional de Imunização)", explicou Queiroga. 

Mariângela Simão disse que até julho a OMS pode ter alguma parecer sobre o pedido de uso emergencial da Sputnik no mundo, pois a entidade fará visitas às fábricas na Rússia no próximo mês. 

"A vacina do Instituto Gamaleya está com processo em andamento na OMS para uso emergencial do imunizante. Ainda está na fase de fornecimento de dados, mas a OMS junto com o EMA (Agência Europeia de Medicamentos) já esteve na Rússia e a partir de maio vai visitar quatro fábricas que produzirão a vacina. Até julho devemos ter um parecer", contou a diretora-geral-assistente da OMS.

Outro ponto falado na entrevista foi o destino das 60 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca que os Estados Unidos compraram e não vão usar agora, porque o imunizante ainda não autorizado pela FDA, agência sanitária dos EUA.

"As negociações estão adiantadas para que elas sejam distribuídas por meio do Covax Facility, para ser utilizada nos países que mais necessitam neste momento", disse Mariângela Simão. 

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